Ricardo Moura

A Beleza do amor próprio!

Amor Maduro - Leia e reflita! Você sabe o que amor maduro? Inicio esta fala a partir de três pilares existenciais que coloca em contato com o mundo: EU - TU - NÓS tendo como ponto de partida esses limites de fronteiras posso falar de amor. Não é raro escutar frases tais como: você é meu tudo, somente você me completa e etc.… essas premissas o que elas trazem embutidas em seus bastidores teóricos, nada mais que o medo de lidar com o vazio existencial, a incompletude limiar a todos nós humanos. Na busca de ser aceito, preenchido e amparado dos medos da vida o indivíduo agarra nas escoras do outro. Amparar-se é a forma de lidar com o que deixa seguro diante das possibilidades existenciais, encarar a existência causa espanto e solidão. O que isso tudo tem a ver com amor? O amor inicia justamente quando assumo os vazios existenciais, as incompletudes, quando sou capaz de perceber as faltas, as necessidades, sonhos e desejos sem "terceirizar" minha responsabilidade de viver. Viver dói e é preciso encara-la. Para isso o autoconhecimento a busca em querer conhecer-se é um desafio. Nos relacionamentos o desafio maior é saber que existe o outro, e que esse outro não é uma extensão do meu Eu. No amor também passa por essas vias. O outro tem suas particularidades, seus vazios e suas incompletudes. Ninguém está nesse mundo para preencher vazio de ninguém, o outro pode até em algum momento me completar em especificas circunstancias, porém, a responsabilidade em preencher-se é individual! A escolha em viver é singular, o querer ser feliz é desafio seu. O que é do outro é somente do outro. Cada EU de forma única é convidado a trilhar seus sonhos, desejos, faltas e vazios, e fazer suas escolhas, optando de forma consciente o que lhe trará felicidade. O amor saudável não é o que cria dependências mais compartilhamentos: de vida, de momentos únicos e relações que edifica. Convido você a refletir: Em quais momentos pensou que ninguém o amava, por pensar que o outro era obrigado a satisfazer suas necessidades? Isso é amor? Ou dependência afetiva? Ouse-se ame o outro, mas aprenda que você só pode amar o outro quando se amar com toda intensidade.

Ricardo Moura
  • Ricardo Moura Estudante de Psicologia
  • Graduando em Psicologia pelo Centro Universitário Alves Faria. Atualmente trabalha na Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

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